Influenza
A influenza humana (gripe) é uma doença viral aguda do trato respiratório,1 causada pelos vírus influenza A e B,2 e que tem como principais características o início abrupto dos sintomas, febre, tosse seca e mialgia.3
Entre as pessoas com maior risco de desenvolver influenza, incluem-se as crianças (sobretudo com idade entre 6 meses e 4 anos), adultos com idade ≥50 anos, gestantes, portadores de comorbidades e indivíduos imunossuprimidos.4
Enquanto a influenza sazonal ocorre em determinadas épocas do ano, sobretudo em meses mais frios, a influenza pandêmica não tem ligação com as estações do ano,2 e se origina de vírus recombinantes, com novas proteínas virais,5 que apresentam pequena ou nenhuma imunidade prévia em humanos.6
Recentemente, o vírus influenza A do subtipo H5N1 se disseminou entre aves domesticadas,2 associando-se com o desenvolvimento de infecção esporádica entre humanos. Diferentemente da influenza sazonal, a influenza aviária acometeu sobretudo adultos jovens, e resultou em taxa de mortalidade de aproximadamente 60%.7 Contudo, não foi observada disseminação sustentada entre humanos até o momento.6
Em abril de 2009, um novo subtipo de influenza A H1N1, semelhante aos vírus influenza previamente descritos em suínos, foi associado ao desenvolvimento de doença respiratória em humanos, disseminando-se para todo o mundo em maio de 2009.6
Em consequência das três pandemias de influenza verificadas no século passado,2 e do risco de novas ocorrências desse evento, a Organização Mundial de Saúde desenvolveu um plano de preparação para o enfrentamento de pandemias de influenza, que prevê a adoção de ações específicas para cada fase de uma pandemia de influenza, incluindo a monitoração contínua da circulação dos vírus.8
Referência Bibliográfica:
1. Carvalhanas TR, Maria de Paiva T, Barbosa H: Influenza humana e aviária. Boletim Epidemiológico Paulista 4, 2007 (Disponível no site http://www.cve.saude.sp.gov.br/agencia/bepa38_influ.htm. Acesso em 22/12/2009)
2. Hampson AW, Mackenzie JS: The influenza viruses. Med J Aust 185:S39-43, 2006
3. Montalto NJ: An office-based approach to influenza: clinical diagnosis and laboratory testing. Am Fam Physician 67:111-8, 2003
4. Centers for Disease Control and Prevention. Key Facts About Seasonal Influenza (Flu). Disponível no site http://www.cdc.gov/flu/keyfacts.htm. Acesso em 22/12/2009.
5. Centers for Disease Control and Prevention. How the Flu Virus Can Change: "Drift" and "Shift". Disponível em http://www.cdc.gov/flu/about/viruses/change.htm. Acesso em 24/12/2009.
6. Fiore AE, Shay DK, Broder K, et al: Prevention and Control of Seasonal Influenza with Vaccines. Recommendations of the Advisory Committee on Immunization Practices (ACIP). Morbidity and Mortality Weekly Report 58:1-52, 2009 (Disponível no site http://www.cdc.gov/mmwr/preview/mmwrhtml/rr58e0724a1.htm. Acesso em 22/12/2009)
7. World Health Organization. Cumulative Number of Confirmed Human Cases of Avian Influenza A/(H5N1) Reported to WHO. Disponível em http://www.who.int/csr/disease/avian_influenza/country/cases_table_2009_12_21/en/index.html. Acesso em 24/12/2009.
8. World Health Organization. WHO pandemic phase descriptions and main actions by phase. Disponível em http://www.who.int/csr/disease/influenza/GIPA3AideMemoire.pdf. Acesso em 23/12/2009.
