Certos fatores afetam o prognóstico (chance de recuperação) e as opções de tratamento.
O prognóstico (chance de recuperação) e as opções de tratamento dependem do seguinte:
Há diferentes tipos de tratamento para pacientes com câncer de mama.
Diferentes tipos de tratamento estão disponíveis para pacientes com câncer de mama. Alguns tratamentos são padrão (o tratamento atualmente utilizado), e alguns estão sendo testados em estudos clínicos. Antes de iniciar o tratamento, as pacientes podem querer pensar a respeito de tomar parte de um estudo clínico. Um estudo clínico de tratamento é um estudo de pesquisa destinado a auxiliar a melhorar os tratamentos atuais ou obter informações sobre novos tratamentos para pacientes com câncer. Quando estudos clínicos mostram que um novo tratamento é melhor que o tratamento padrão, o novo tratamento pode se tornar o tratamento padrão.
Escolher o tratamento para câncer mais apropriado é uma decisão que idealmente envolve o paciente, a família e a equipe de saúde.
São utilizados quatro tipos de tratamento padrão:
A maioria das pacientes com câncer de mama é submetida à cirurgia para remover o câncer da mama. Alguns dos linfonodos sob o braço geralmente são retirados e analisados ao microscópio para ver ser contêm células tumorais.
A cirurgia conservadora, uma operação para remover o câncer mas não a mama em si, inclui o seguinte:
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| Cirurgia conservadora da mama. As linhas pontilhadas mostram área contendo o tumor que é removido e alguns dos linfonodos que podem ser removidos. |
Pacientes que são tratadas com cirurgia conservadora da mama também podem ter alguns linfonodos sob o braço removidos por biópsia. Este procedimento é chamado dissecção de linfonodo. Pode ser feito ao mesmo tempo em que a cirurgia conservadora da mama ou após. A dissecção de linfonodo é feita através de uma incisão separada.
Outros tipos de cirurgia incluem o seguinte:
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| Mastectomia total. A linha pontilhada mostra que a mama inteira é removida. Alguns linfonodos sob o braço também podem ser removidos. |
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| Mastectomia radical modificada. A linha pontilhada mostra que a mama inteira e alguns linfonodos são removidos. Parte dos músculos da parede peitoral também pode ser removida. |
Mesmo se o médico remover todo o câncer que pode ser visto no momento da cirurgia, algumas pacientes podem receber radioterapia, quimioterapia, terapia hormonal ou anticorpos monoclonais após a cirurgia para matar quaisquer células tumorais que forem deixadas. O tratamento administrado após a cirurgia, para aumentar as chances de cura, é chamado terapia adjuvante.
Se uma paciente vai ser submetida a uma mastectomia, a reconstrução da mama (cirurgia para reconstruir a forma da mama após a mastectomia) pode ser considerada. A reconstrução da mama pode ser feita no momento da mastectomia ou em uma outra ocasião. A mama pode ser reconstruída com o tecido da própria paciente (não da mama) ou utilizando implantes preenchidos com solução salina ou gel de silicone.
A radioterapia é um tratamento para câncer que utiliza raios-x de alta potência ou outros tipos de radiação para matar células tumorais ou impedi-las de crescer. Há dois tipos de radioterapia. A radioterapia externa utiliza uma máquina fora do corpo para enviar radiação em direção ao câncer. A radioterapia interna utiliza uma substância radioativa marcada em agulhas, sementes, tubos ou cateteres que são colocados diretamente dentro ou próximo do câncer. A forma como a radioterapia é administrada depende do tipo e do estádio do câncer.
A quimioterapia é um tratamento para câncer que utiliza medicamentos para interromper o crescimento de células tumorais, seja matando as células ou impedindo-as de se dividir. Quando a quimioterapia é administrada por via oral (pela boca) ou injetada em uma veia ou músculo, os medicamentos entram na corrente sanguínea e podem alcançar as células tumorais em todo o corpo (quimioterapia sistêmica). Quando a quimioterapia é colocada diretamente dentro da coluna vertebral, de um órgão ou uma cavidade do corpo como o abdômen, os medicamentos afetam principalmente as células tumorais naquelas áreas (quimioterapia regional). A forma como a quimioterapia é administrada depende do tipo e do estádio do câncer que está sendo tratado.
Terapia hormonal
A terapia hormonal é um tratamento para câncer que remove hormônios ou bloqueia sua ação e detém o crescimento das células tumorais. Hormônios são substâncias produzidas por glândulas no corpo e que circulam na corrente sanguínea. Alguns hormônios fazem certos tipos de câncer se desenvolver. Se os testes mostrarem que as células tumorais têm locais onde hormônios podem se ligar (receptores), medicamentos, cirurgia ou radioterapia são utilizados para reduzir a produção de hormônios ou bloquear a sua ação.
A terapia hormonal com tamoxifeno geralmente é administrada a pacientes em estádios iniciais de câncer de mama e naquelas com câncer de mama metastático (câncer que se espalhou para outras partes do corpo). A terapia hormonal com tamoxifeno ou estrógenos pode agir nas células em todo o corpo e pode aumentar a probabilidade de desenvolver câncer endometrial. Mulheres que tomam tamoxifeno devem ser submetidas a um exame pélvico todos os anos para verificar a presença de quaisquer sinais de câncer. Qualquer sangramento vaginal, que não seja um sangramento menstrual, deve ser relatado ao médico o mais breve possível.
A terapia hormonal com um inibidor da aromatase é administrada a algumas mulheres na pós-menopausa que têm câncer de mama dependente de hormônio. O câncer de mama dependente de hormônio precisa do hormônio estrógeno para crescer. Os inibidores da aromatase diminuem o estrógeno do corpo, bloqueando uma enzima chamada aromatase, impedindo a transformação de andrógeno em estrógeno. Os inibidores da aromatase também estão sendo testados em estudos clínicos para compará-los à terapia hormonal com tamoxifeno para o tratamento de câncer de mama metastático.
Novos tipos de tratamento estão sendo testados em estudos clínicos. Estes incluem:
Biópsia de linfonodo sentinela é a remoção do linfonodo sentinela durante uma cirurgia. O linfonodo sentinela é o primeiro linfonodo a receber drenagem linfática de um tumor. É o primeiro linfonodo em que é provável que o câncer se espalhe do tumor. Uma substância radioativa e/ou corante azul é injetado próximo ao tumor. A substância ou o corante flui através dos ductos de linfa para os linfonodos. O primeiro linfonodo a receber a substância ou corante é removido. Um patologista vê o tecido ao microscópio para procurar células tumorais. Se não forem encontradas células tumorais, pode não ser necessário remover mais linfonodos. Após a biópsia do linfonodo sentinela, o cirurgião remove o tumor (cirurgia conservadora da mama ou mastectomia).
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| Biópsia de linfonodo sentinela. Uma substância radioativa e/ou corante azule é injetada próximo ao tumor (primero painel), o material é seguido visualmente ou com uma sonda (painel do meio), e os primeiros linfonodos a captar material são removidos e analisados quanto à presença de células tumorais (ultimo painel). |
Quimioterapia em dose alta com transplante de célula tronco
Quimioterapia em dose alta com transplante de célula tronco é um meio de administrar altas doses de quimioterapia e substituir células formadoras de sangue destruídas pelo tratamento do câncer. Células tronco (células sanguíneas imaturas) são removidas do sangue ou da medula óssea do paciente ou de um doador e são congeladas e armazenadas. Após a quimioterapia ser completada, as células tronco armazenadas são descongeladas e fornecidas de volta ao paciente através de uma infusão. Essas células tronco reinfundidas desenvolvem-se (e restabelecem) as células sanguíneas do corpo.
A terapia com anticorpos monoclonais (como o trastuzumabe, por exemplo) é um tratamento para câncer de mama que utiliza anticorpos produzidos em laboratório, a partir de um único tipo de célula do sistema imune. Esses anticorpos podem identificar substâncias em células tumorais ou substâncias normais que podem auxiliar as células tumorais a crescer. Os anticorpos atacam as substâncias e matam as células tumorais, bloqueiam seu crescimento, ou impedem-nas de se espalhar. Anticorpos monoclonais são administrados por infusão. Os anticorpos monoclonais também são utilizados em combinação com quimioterapia como terapia adjuvante.
O tratamento do carcinoma ductal in situ (CDIS) pode incluir o seguinte:
O tratamento do carcinoma lobular in situ (CDIS) pode incluir o seguinte:
O tratamento do câncer de mama estádio I, estádio II, estádio IIIA e estádio IIIC operável pode incluir o seguinte:
Terapia adjuvante (tratamento administrado após a cirurgia para aumentar as chances de cura) pode incluir o seguinte:
O tratamento de câncer de mama estádio IIIB e estádio IIIC inoperável pode incluir o seguinte:
O tratamento de câncer de mama estádio IV ou metastático pode incluir o seguinte:
O tratamento para câncer de mama inflamatório pode incluir o seguinte:
O tratamento para câncer de mama recorrente (câncer que voltou após o tratamento) na mama ou na parede peitoral pode incluir o seguinte:
Fonte:
National Cancer Institute – Institutos Nacionais de Saúde dos EUA (NCI); www.cancer.gov