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Oncologia

Prevenção

A detecção precoce e o tratamento eficaz reduzem o número de mulheres que morrem devido ao câncer de mama. Novos métodos preventivos continuam em estudo.

Às vezes, o câncer de mama pode estar associado a fatores de risco conhecidos para a doença. Muitos fatores de risco podem ser mudados mas nem todos podem ser evitados. Por exemplo, mulheres que herdam mutações (alterações) em genes específicos, como BRCA1 ou BRCA2, têm um risco maior de desenvolver câncer de mama. Mutações genéticas de alto risco são fatores de risco que não podem ser mudados. Pesquisadores estão buscando meios de prevenir câncer de mama em mulheres com essas alterações genéticas.

Os seguintes fatores de risco estão relacionados a um risco aumentado de câncer de mama:

Hormonal

O estrógeno é, um hormônio produzido pelos ovários, que parece aumentar o risco de uma mulher desenvolver câncer de mama. A exposição de uma mulher ao estrógeno e seu risco de câncer de mama estão aumentados nas seguintes situações:

  • O uso de terapia com estrógeno-progestina, também chamado terapia de reposição hormonal combinada (TRH) por mais de 5 anos.
  • Contraceptivos orais (“a pílula”).
  • Começar a menstruar antes dos 11 anos de idade.
  • Começar a menopausa em uma idade mais avançada.
  • Nunca ter engravidado ou ter o primeiro bebê em uma idade mais avançada. Os níveis de estrógeno são mais baixos durante a gravidez e a amamentação. Um mulher que nunca teve filhos, ou que teve seu primeiro filho após os 35 anos de idade, tem um risco maior de câncer de mama do que uma mulher que teve seu primeiro filho antes dos 20 anos.

 

Radiação

A exposição do tórax à radiação durante radioterapia, especialmente quando jovem, aumenta o risco do câncer de mama. Embora um pequeno número de casos de câncer de mama possa estar relacionado à radioterapia, certos grupos de pessoas podem ter um risco maior. Mulheres que receberam radioterapia para linfoma de Hodgkin na infância, por exemplo, têm um risco maior de câncer de mama mais tarde na sua vida. Mulheres com risco mais alto de câncer de mama devido a alterações herdadas nos genes BRCA1 ou BRCA2 têm um risco ainda mais elevado de câncer de mama devido à exposição aos raios-x de tórax, especialmente antes dos 20 anos de idade.

A radioterapia para tratar câncer em uma das mamas não parece aumentar o risco de desenvolver câncer na outra mama.

Obesidade

O ganho de peso após a menopausa, especialmente após a menopausa natural e/ou após os 60 anos de idade, está ligado ao risco aumentado de câncer de mama.

Álcool

Uso de bebidas alcoólicas está relacionado ao risco aumentado de câncer de mama. Quanto maior o número de doses consumidas, maior o risco de câncer de mama.

Os seguintes fatores estão relacionados a um risco diminuído de câncer de mama:

Moduladores Seletivos do Receptor de Estrógeno (SERMs)

SERMs (sigla em inglês para Selective Estrogen Receptor Modulators)são medicamentos que agem como o estrógeno em alguns tecidos no corpo como os ossos, mas bloqueiam o efeito do estrógeno em outros tecidos. O tamoxifeno é um SERM que bloqueia o efeito do estrógeno nas células do câncer de mama. Um grande estudo mostrou que o tamoxifeno reduz o risco de adquirir câncer de mama em mulheres que têm um risco aumentado de adquirir essa doença. Entretanto, o tamoxifeno também pode aumentar o risco de câncer endometrial, acidente vascular cerebral e coágulos sanguíneos em veias e nos pulmões. Mulheres que estão preocupadas a respeito de poderem ter um risco aumentado de desenvolver câncer de mama, devem conversar com seu médico sobre tomar tamoxifeno para prevenir câncer de mama. É importante considerar tanto os benefícios quanto os risco de tomar tamoxifeno.

Raloxifeno é um outro SERM que está sendo estudado para a prevenção de câncer de mama. Um estudo de mulheres na pós-menopausa com osteoporose mostrou que o raloxifeno reduziu o risco de câncer de mama em mulheres com alto risco e baixo risco de desenvolver a doença. Não se sabe se mulheres que não têm osteoporose se beneficiariam da mesma maneira. Como o tamoxifeno, o raloxifeno pode aumentar o risco de coágulos sanguíneos em veias e nos pulmões, mas não parece aumentar o risco de câncer endometrial.

Inibidores da aromatase

Em mulheres na pós-menopausa, inibidores da aronatase diminuem o nível de estrógeno do corpo e reduzem o risco de câncer de mama. Após a menopausa, a maior parte do estrógeno de uma mulher é produzido fora dos ovários a partir de andrógeno, um outro hormônio. Os inibidores da aromatase impedem que uma enzima (hormônio masculino) em estrógeno. Possíveis danos relacionados aos inibidores da aromatase incluem densidade óssea diminuída e efeitos na função cerebral (como conversação, aprendizagem e memória).

Mastectomia Profilática

A remoção de ambas as mamas pode reduzir o risco de câncer de mama em mulheres com histórico familiar de câncer de mama. Antes de tomar a decisão de realizar a mastectomia profilática, é importante ser submetida a uma avaliação de risco e aconselhamento, e considerar cuidadosamente todas as opções de tratamento. Em algumas mulheres, a mastectomia profilática pode causar ansiedade, depressão e preocupações a respeito da imagem corporal.


 

Ooforectomia Profilática

A remoção de um ou mais ovários diminui a quantidade de estrógeno produzida pelo corpo e diminui o risco de câncer de mama de uma mulher. Além disso, medicamentos podem ser tomados para diminuir a quantidade de estrógeno produzida pelos ovários. A queda repentina de estrógeno pode causar os seguintes sintomas de menopausa:

  • Ondas de calor
  • Distúrbios do sono
  • Ansiedade
  • Depressão
  • Falta de interesse sexual
  • Secura vaginal
  • Perda de massa óssea


Exercícios

Exercícios por 4 horas ou mais por semana podem reduzir os níveis de hormônio e auxiliar a reduzir o risco de câncer de mama. O efeito do exercício no risco de câncer de mama é maior em mulheres mais jovens com peso normal ou baixo. Deve-se ter cautela para realizar exercícios com segurança, na medida em que a atividade física carrega o risco de lesão óssea e muscular.

Aborto

Estudos não comprovaram uma ligação entre aborto e câncer de mama.

Ambiente

Estudos não comprovaram que certas exposições ambientais (como substâncias químicas, metais, poeira e poluição) aumentem o risco de câncer de mama.

Dieta

A dieta está sendo estudada como um fator de risco para câncer de mama. Não está comprovado que uma dieta com baixo teor de gordura ou alto teor de frutas e vegetais previna o câncer de mama. Estudos mostraram, entretanto, que o consumo de uma dieta rica em betacaroteno pode reduzir o risco de câncer de mama. Uma dieta rica em betacaroteno, folato e vitaminas A e C pode reverter o risco mais alto de câncer de mama relacionado ao uso de álcool.

Estatinas

Estudo não demonstraram que tomar estatinas (medicamentos que reduzem o colesterol) afete o risco de câncer de mama.

Tabagismo e exposição a fumaça de cigarro

Estudo não mostraram claramente que o tabagismo exposição a fumaça de cigarro aumentam o risco de câncer de mama.

  

Fonte:
National Cancer Institute – Institutos Nacionais de Saúde dos EUA (NCI); http://www.cancer.gov/

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